O novo bar do Príncipe Real junta cocktails, ostras e máquinas de escrever

Diz-se que a imprensa tem os dias contados, mas talvez o futuro esteja aqui mesmo, num bar do Príncipe Real, onde em breve os clientes poderão deixar mensagens numa antiga máquina de escrever Olivetti. A funcionar desde a semana passada, o bar é um bom refúgio para quem quer beber um copo a partir das três da tarde. Mais que isso, quer ser um dos primeiros oyster bars da cidade, com ostras frescas, vindas todos os dias de um fornecedor de Setúbal, que acompanham na perfeição os cocktails da carta, por enquanto ainda reduzida. Cada um tem um nome de um tipo de letra e procura adaptar-se ao seu estilo. “Cada letra tem uma história”, sublinha Frederico Falcão, um dos cinco donos do bar (ao lado de João Cabral, João Silva, Bruno Cabral e Carlota Melo), que também trabalha no Fox Trot. “E cada cocktail adequa-se a essa história.” Por exemplo, o Arial Black (9€), com rum, açúcar mascavado, cold brew, amaro e fernet: “Fontes árabes, café, é muito escuro, mais encorpado, com um toque mais fresco no final”, descreve Frederico. Ou o Impact (10€), mais forte, “onde se sente o kick da tequila, o picante do ananás grelhado e o fumado do islay”. O Times New Roman (8€), com rum, lima, maracujá, baunilha e espumante, tem sido um dos mais pedidos neste curto tempo de vida do bar, tal como o Verdana (9€), com vodka, lima, gengibre, espuma de pepino e maçã verde. Na nova carta, que será lançada daqui a duas semanas, além dos clássicos haverá oito cocktails de assinatura e espaço para “cocktails customizados”, de acordo com os gostos dos clientes. “O bar chama-se assim por causa da rua [da Imprensa Nacional] e também porque a Casa da Moeda funcionava como oficina de imprensa, faziam-se aqui jornais”, continua Frederico. “Isto também é uma oficina, tentamos sempre ser criativos, à procura de novos sabores para apresentar novos tipos de letra.” A decoração do espaço, onde em tempos funcionava a discoteca Brownie, também foi bastante criativa. “Fomos nós que fizemos praticamente tudo menos a canalização e a parte eléctrica”, conta João Cabral, outro dos sócios. “As chapas [na parede], por exemplo, vieram da Quinta do Falcão. A máquina de escrever e a máquina registadora antiga eram da loja do meu avô.” Todos os dias, entre as 17.00 e as 20.00, o bar tem uma happy-hour de ostras, a 1,5€ cada. Daí em diante o preço é de 2€ por ostra. Rua da Imprensa Nacional, 46 (Príncipe Real). Qua e Dom 15.00-01.00, Qui-Sáb 15.00-03.00.