Villamix na Margem Sul com festival épico para 50 mil pessoas

Depois de 7 anos no Brasil, com cerca de 30 edições por ano em várias cidades do país (e alguns recordes do Guiness), o festival Villamix estreou-se na Europa em outubro de 2018. Após duas edições de lotação esgotada na Altice Arena, em Lisboa, o Villamix muda-se este ano para a Margem Sul do Tejo, mais concretamente para o Seixal. A 3ª edição do evento brasileiro em Portugal foi anunciada a 19 de fevereiro. Vai acontecer a 2 e 3 de outubro num recinto ao ar livre, mais próximo do ambiente que existe nos festivais do Brasil. Desta vez o Villamix vai ter 2 palcos de grande dimensão e uma tenda eletrónica. O primeiro dia, 2 de outubro (sexta-feira), será uma noite mais pequena, com capacidade para cerca de 15 mil pessoas. Será uma festa da floresta — como acontece na maior edição mundial, em Goiânia — no parque em frente da antiga fábrica da Mundet. O dia principal é 3 de outubro, um sábado, na zona ribeirinha em frente da Baía do Seixal, com vista para Lisboa. Esperam-se 50 mil pessoas para 12 horas seguidas de música. Já foram confirmados os primeiros cinco nomes do cartaz: Seu Jorge, Luan Santana, Gustavo Lima, Alok e Pedro Sampaio. Tanto vai haver nomes brasileiros no alinhamento como músicos portugueses e de origem africana, de forma a reforçar o Villamix como um evento da lusofonia e não só da música brasileira. O novo recinto será muito diferente daquele que os fãs encontraram na Altice Arena. Vai haver um camarote VIP, um mercado, uma roda gigante, duas zonas de restauração e uma área de campismo que vai ficar entre a zona da Mundet e o resto do festival. O tema desta edição é o “Futuro”. O presidente da Câmara Municipal do Seixal (autarquia que apoia o evento), Joaquim Santos, disse que o objetivo é reforçar a oferta cultural no Seixal, continuar a contribuir para o desenvolvimento do concelho, mas, acima de tudo, olhar para a região de Lisboa como um todo, sem considerar o rio Tejo como uma barreira física, mas sim como um fator atrativo. Joaquim Santos frisou ainda que o desejo da autarquia é que o Villamix permaneça durante vários anos naquele local. Falou-se ainda da possibilidade de existirem sinergias entre os vários concursos e iniciativas culturais que existem no Seixal e o festival brasileiro. O plano de mobilidade vai incluir horários extra nos autocarros e barcos que habitualmente fazem a travessia entre Lisboa e o Seixal — apesar de as medidas ainda estarem a ser pensadas. Marcos Araújo, da organização do Villamix, disse que este ano a ideia será implementar uma estrutura maior no palco, em comparação com a Altice Arena, mas que ainda não se pode pensar em bater recordes mundiais de tamanho de palco — talvez no próximo ano. Foi ainda referido que cerca de 35% dos bilhetes vendidos nas últimas edições foram comprados no estrangeiro, seja por brasileiros que vivem noutros países europeus, ou por fãs de outras nacionalidades. Os bilhetes serão colocados à venda em março e os preços irão variar entre os 40€ e os 100€. Pedro Neto, outro dos responsáveis pelo Villamix, explicou como é que surgiu a oportunidade de se mudarem para o Seixal. “Nós já tínhamos nos nossos planos fazer um evento numa área exterior, e estávamos a pesquisar várias áreas, que fossem perto de Lisboa. E ao mesmo tempo a câmara do Seixal estava à procura de um grande evento que pudesse estar presente no município.” E acrescenta: “Tivemos muita sorte: este é um local especial, com esta beleza natural, com esta vista para o rio Tejo e a própria cidade de Lisboa, que nos deixou com a certeza de que tínhamos escolhido o lugar correto. Vai ser algo bastante impactante.”